domingo, 8 de janeiro de 2012
No fim tudo acaba bem
Então ele apareceu no salão. E entrou sorrindo. Se ele pensava que aquele sorriso ia tirar as rugas da minha testa e me fazer amolecer ele estava muito engando. Mas por via das dúvidas olhei para outra direção. Quando percebi ele já estava ao meu lado. O sorriso ainda no rosto. Sem notar sorri também.
-A fila da floricultura estava imensa-disse ele de repente.
-Que?- perguntei confusa.
Então, ele puxou um enorme buque de flores de trás das costas e seu sorriso se alargou. Como eu não vira aquelas rosa antes? Peguei o buque, tirei uma das rosas e bati no peito dele até ficar com pena da pobre flor e recolocá-la de volta com as suas companheiras. Ele riu. Eu sabia que ele entendera que eu adorara o presente e que aquele fora meu jeito de descontar minha raiva por ter ficado plantada esperando por ele. Obrigada eu dizia com meu sorriso e eu via que ele respondia “de nada” com seus olhos claros.
Suspirei pesadamente. Agora eu estava brava por ter estado brava com ele... Por não ter suspeitado da surpresa... Mas foi só ele me dar uma beijo na testa para tudo passar... Afinal, do que eu poderia reclamar?
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Guia prático para sobreviver em Mystic Falls
Dia 5 de janeiro para a alegria geral dos fãs de TVD nossa série voltará a dar o ar de sua graça. E como muitos sabem o seriado está sendo exibido também pelo SBT, então aqui vai um humilde guia para novos, futuros e antigos fãs da série:
1- Beba chá de verbena, café com verbena, use perfume à base de verbena. Lembre-se: VERBENA!
2- Tenha sempre uma estaca á mão. Ou um lápis muito bem apontado.
3- Não convide qualquer um para entrar em sua casa. Jogue verbena no candidato a visitante, se não houver nenhuma reação estranha você pode pensar em chama-lo para uma xícara de chá, com verbena claro, vide item 1.
4- Em Mystic Falls, em TVD melhor dizendo, vampiros NÃO brilham, então na dúvida corra para o Sol, se houver essa opção. Se por algum acaso não seja dia ou ele tenha algum objeto que o permita caminhar á luz do dia, torcerei para você ter seguido os itens 1 e 2 corretamente.
5- Tenha uma melhor amiga bruxa. Pode ajudar.
6- E para finalizar, porém não menos importante: na dúvida, corra!
domingo, 18 de dezembro de 2011
tic tac
Silêncio na casa. Não completo apenas parcial. Ela escuta a respiração dos outros que já adormeceram e os ponteiros do relógio. Se ela se concentrar ouvirá as batidas de seu coração e o sangue pulsando em suas veias. Mas não era isso que ela gostaria de estar ouvindo.
Ela queria o som da respiração dele, o compasso do coração dele, a voz dele, a gargalhada dele. Ah, só de lembrar-se dele rindo ela sorria feito uma boba. Era um dos seus sons prediletos no mundo todo. Se lhe perguntassem ela responderia: era a companhia dele que era desejava agora. Mas ninguém perguntou ninguém se interessou. Então ela continuou ali, ouvindo as batidas do relógio.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Livremente inspirado em...
“Acordamos em um hotel barato e sujo e para nossa surpresa, com tatuagens iguais.” (ANTUNES, Gabriel. 2011 p. 3)
Alison sentiu um gosto estranho na boca e sua cabeça parecia pesar cem vezes mais do que o normal. Ela abriu os olhos lentamente e a primeira coisa que viu foi um teto marrom, com a tinta descascada e um ventilador de teto que girava com dificuldade e parecia prestes a despencar do teto. Sentou na cama com dificuldade e olhou ao redor. Aquilo com certeza era um quarto de hotel com qualidade muito suspeita. Como ela foi parar lá?Alison ouviu um som familiar, o farfalhar de lençóis e respiração. Mas nenhum deles fora produzido por ela. Ela olhou para o lado e sorriu. Era George que estava deitado ao seu lado. Enquanto a garota massageava a testa lembranças da noite anterior surgiram em sua mente. Música, bebidas, um vestido branco largo demais... Alison então percebeu, eles haviam casado! George e ela estavam casados! A garota tirou rapidamente a mão esquerda da testa e a observou. Sim, ali estava uma aliança dourada. Alison sorriu. “Muito bem, agora você é uma senhora casada” pensou ela rindo, enquanto George esticava o braço e o repousava em cima de seu colo. Ela olhou para o braço do agora marido e desatou a rir. Nele estava tatuado um coração mal feito com os dizeres “LOVE FOREVER” no centro. De repente Alison parou de rir e franziu a testa. Um instante... Aquela tatuagem não existia até a noite anterior.
-Ah não – gemeu ela sem coragem de olhar o próprio braço.
Lentamente Alison virou-se para ele, sem coragem de movê-lo um centímetro. Sim! Ela também havia feito uma tatuagem. O mesmo coração desenhado de forma peculiar e a mesma frase estavam presentes em seu braço. Alison suspirou e deu de ombros. O que ela podia fazer agora? O jeito era não convidar mais nenhum tatuador amador para seu padrinho de casamento.
Inspirado no conto de Gabriel Antunes.